Home Crónicas 69ª. Edição Colinas Bike Tour
69ª. Edição Colinas Bike Tour PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pires   
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 19:04

Pela costumeira hora e apesar dos pluviosos prognósticos, lá estavam alguns resistentes defronte da Portugalícia, prontos para mais uma manhã betetista de 43 km naquele dia de 21 de Fevereiro de 2010. Éramos apenas quatro bons pedalantes que rapidamente decidiram que subidas iríamos galgar. Nesse dia algo de comum nos marcou, estávamos decididos a trepar toda e qualquer subida que a vista alcançasse. Mal subíamos, estávamos logo de seguida a descer para muito em breve se repetir a mesma sequência. Primeiro objectivo: Caneças. E então porque não começar subindo logo até à Fonte Ferreira para depois descer logo de novo? As nuvens ameaçadoras pairavam por todo o lado até que na subida dos Campos de Caneças apanhámos os primeiros pingos, nada que depois evaporasse com o vento que cortávamos vigorosamente. No alto de Camarões fizemos uma pausa,

 pois ainda não somos super-homens e quase que S. Gregório nos ia presenteando, já que subidas destas para começar podem ter efeitos menos satisfatórios.

Depois de recompostos, eis uma descidinha curta e rapidinha por Camarões até enveredarmos para Aruil pelos verdejantes campos de alfaces e terras saloias que felizmente ainda permanecem resistentes à invasão metropolitana do betão de Lisboa. Continuámos até ao Centro de satélites de Sintra em Alvouvar, aldeia de toponímia muçulmana, Al-fauwara que significa ‘O Bolhão’. Progredimos seguindo as indicações de Negrais cujos leitões constituiam a nossa ‘cenoura’ motivadora. Mas eis que chegámos ao cruzamento para Pêro-Pinheiro e outra subida para Negrais ainda nos esperava. Assim dos leitões ficou apenas a pálida ideia enquanto já pedalávamos vigorosamente pelas rectas dos campos de Lapiás de Pêro Pinheiro, ou sejam os terrenos cársicos fracturados pelos ciclos de congelamento e degelo de tempos milenares. Assim chegámos a Pêro-Pinheiro, terra de grande extracção e transformação dos nossos mármores. Seguiram-se algumas descidas de compensação por Palmeiros e Morelena até à esperada subida de Sabugo. Atravessámos com os devidos cuidados a linha do Oeste até chegarmos ao vilarejo já cá em cima.

Prosseguimos pela Tapada de Vale de Lobos, local aprazível onde muitos lisboetas vinham desfrutar de agradáveis piqueniques nos seus passeios saloios domingueiros. Entre curva e contra curva passámos pela Escola de Cães e pelo parque de campismo de Almornos. Virámos depois para a típica aldeia de D. Maria, já tão perto da cintura betonada de Lisboa, a agora aterrada CREL. Entretanto dá-se um pequeno deslize. Sem luzes de travão nas bicicletas, quem trava à frente pode causar empinanço atrás... mas nada de grave. E lá progredimos em direcção às subidas de Casal de Cambra passando pela sua Neolítica Anta. Virámos para Famões direito à casa do Farinha que ali terminava a saga das subidas. Continuámos três betetistas com energias suficientes para rapidamente chegar às Colinas. E aí terminámos! Um bom  banho quente e um bom almoço nos esperava. Para a semana há mais e vem aí a Rota do Falcão no Cartaxo. Muita chuva se espera até lá para enlamear os caminhos que palmilharemos, não seremos nós cavaleiros do CBT que, haja chuva, lama, granizo ou vento, nada nos parará.

Última atualização em Sáb, 27 de Fevereiro de 2010 14:07